O New York Times montou uma cápsula do tempo para ser aberta no ano 3000. Ela foi construída durante 1999 e colocada no museu onde deve ficar essa semana.
Dois probleminhas que tornam a cápsula menos representativa da nossa forme de viver hoje: para evitar problemas de leitura, todas as informações foram armazenadas em forma analógica. E nada de música, por conta de problemas con direitos autorais. O século XX vai parecer tão silencioso...(RSF)
30.4.01
Há algum tempo atrás, a SDMI lançou um desafio: quem conseguisse quebrar a segurança dos seus formatos para música digital. Alguns grupos de cientistas conseguiram, mas estão impedidos de divulgar os resultados. (RSF)
Lemony Sniket é um biógrafo que está investigando a infeliz vida dos orfãos da família Baudelaire. Mesmo que seu trabalho seja bastante desagradável, ele prometeu publicar todos os resultados de suas pesquisas e fará isso, para a infelicidade de todas as crianças.
Já Daniel Handler é um farsante que foi entrevistado pelo New York Times e afirma ser Lemony Snicket. Como ele ousa proclamar tal infâmia, eu não sei. Mas sei que desejo ansiosamente mergulhar na miserável existência dos Baudelaire.
Na falta, acho que vou ler um Harry Potter.(RSF)
Já Daniel Handler é um farsante que foi entrevistado pelo New York Times e afirma ser Lemony Snicket. Como ele ousa proclamar tal infâmia, eu não sei. Mas sei que desejo ansiosamente mergulhar na miserável existência dos Baudelaire.
Na falta, acho que vou ler um Harry Potter.(RSF)
Uma história em 55 palavras. É só isso que o concurso do New Times, de San Luis Obispo, pede.
Como uma história fica completa em 55 palavras, sabe-se lá. Algumas não passam de piadas, mas outras... As que mais gostei foram "Crown of Thorns", "Death Watch", "Escape Claws" e "Color Guard". (RSF)
Como uma história fica completa em 55 palavras, sabe-se lá. Algumas não passam de piadas, mas outras... As que mais gostei foram "Crown of Thorns", "Death Watch", "Escape Claws" e "Color Guard". (RSF)
O pouco que li no domingo teve figurinhas. Opium, de Daniel Torres, e Ragú, de um coletivo pernambucano.
Opium conta as desventuras de um arrogante apresentador de tv com pretensões messiânicas chamado Ruben Plata e seu sofrimento nas mãos de Sir Opium, um gênio do crime. E que gênio do crime: todos os seus planos dão certo, mesmo quando o herói idiota acha que triunfou. A história é legal, apesar de um pouco repetitiva. Mas o melhor são os desenhos: a arte de Torres é fantástica. As cores chapadas e o desenho super-estilizado dão um efeito retrô, ao mesmo tempo que o cenário é futurista. Tipo "Terminal City".
Ragú é uma antologia pernambucana. Uma penca de autores - escritores, poetas e desenhistas - conseguiram apoio de algumas empresas e lançaram uma revista em p&b muito bem feita. As histórias variam muito, como toda antologia. Tem umas coisas meio políticas - tipo Bundas - que achei bem fraquinhas e tal, mas outras coisas são fantásticas. "Morangos Negros", do Amaral; "A História de K" (baseada em "A Metamorfose"), de Igor Medeiros e Mascaro; "Fechado para Balanço", de Miró e Flavão e "H2 Love", de Miró e Mascaro são ótimas.
Tenho dois números, mas saíram três. Do terceiro só me lembro de uma história de um cara para quem a cidade sempre mudava. Não me lembro de quem era...
Se você quiser saber mais ou encomendar a Ragú: raguhq@zipmail.com.br ou 81-423-4653. (RSF)
Opium conta as desventuras de um arrogante apresentador de tv com pretensões messiânicas chamado Ruben Plata e seu sofrimento nas mãos de Sir Opium, um gênio do crime. E que gênio do crime: todos os seus planos dão certo, mesmo quando o herói idiota acha que triunfou. A história é legal, apesar de um pouco repetitiva. Mas o melhor são os desenhos: a arte de Torres é fantástica. As cores chapadas e o desenho super-estilizado dão um efeito retrô, ao mesmo tempo que o cenário é futurista. Tipo "Terminal City".
Ragú é uma antologia pernambucana. Uma penca de autores - escritores, poetas e desenhistas - conseguiram apoio de algumas empresas e lançaram uma revista em p&b muito bem feita. As histórias variam muito, como toda antologia. Tem umas coisas meio políticas - tipo Bundas - que achei bem fraquinhas e tal, mas outras coisas são fantásticas. "Morangos Negros", do Amaral; "A História de K" (baseada em "A Metamorfose"), de Igor Medeiros e Mascaro; "Fechado para Balanço", de Miró e Flavão e "H2 Love", de Miró e Mascaro são ótimas.
Tenho dois números, mas saíram três. Do terceiro só me lembro de uma história de um cara para quem a cidade sempre mudava. Não me lembro de quem era...
Se você quiser saber mais ou encomendar a Ragú: raguhq@zipmail.com.br ou 81-423-4653. (RSF)
29.4.01
Acho que larguei "O Castelo dos Destinos Cruzados" pra lá por mais um ano. Agora sem dúvida, é o pior livro de Calvino.
Hoje li pouca coisa. Acordei tarde, fui ao cinema. Até o momento, só uma história da Liga da Justiça, de pé numa livraria. A história saiu na Superman 7. Nela, Batman manda a Liga atrás de Bruce Wayne (!). Escrita por Mark Waid emulando Morrison. Saem umas história boas assim. O resto da revista, nem olhei.
Estou cada vez mais puto com a Abril. Onde já se viu cortar Maggeddon? Morrison escreve a história toda pra um final, daí vem um editor e decide não publicar o arco por ser "infantil". Quer mais infantil que a história que uma história que saiu na Superman 3 na qual o Super e Mulher-Maravilha são transportados para um mundo onde o tempo passa diferente e os dois ficam lá por mais de mil anos? E só depois de séculos pinta um clima? E não rola nada porque o Super-Homem ainda ama a Lois Lane? Quem escreve esse tipo de coisa? Danielle Steel?(RSF)
Hoje li pouca coisa. Acordei tarde, fui ao cinema. Até o momento, só uma história da Liga da Justiça, de pé numa livraria. A história saiu na Superman 7. Nela, Batman manda a Liga atrás de Bruce Wayne (!). Escrita por Mark Waid emulando Morrison. Saem umas história boas assim. O resto da revista, nem olhei.
Estou cada vez mais puto com a Abril. Onde já se viu cortar Maggeddon? Morrison escreve a história toda pra um final, daí vem um editor e decide não publicar o arco por ser "infantil". Quer mais infantil que a história que uma história que saiu na Superman 3 na qual o Super e Mulher-Maravilha são transportados para um mundo onde o tempo passa diferente e os dois ficam lá por mais de mil anos? E só depois de séculos pinta um clima? E não rola nada porque o Super-Homem ainda ama a Lois Lane? Quem escreve esse tipo de coisa? Danielle Steel?(RSF)
28.4.01
Até agora - e não estou vendo nenhuma perspectiva de melhora - "O Castelo dos Destinos Cruzados" é o livro mais chato de Italo Calvino. O uso das cartas para formar as histórias é muito esperto e tal, mas a prosa é arrastada. E as histórias parecem todas iguais. Terminei a primeira parte agora há pouco e não estou com a mínima vontade de começar a segunda. Acho que vou pular direto para a nota escrita por Calvino no fim do livro. (RSF)
Uma das séries de super-heróis mais legais que apareceram na década de 90 (as outras são JLA e as da ABC Comics), Starman está terminando. Não sendo cancelada por vendas baixas, mas chegando ao final. Achei esse comentário sobre a série, explicando por que ela vale a pena. (RSF)
Ontem eu comecei a ler "O Castelo dos Destinos Cruzados", do Italo Calvino. Já tinha começado antes, quando comprei há quase um ano, mas ele perdeu minha atenção pro "Trilogia de Nova York", de Paul Auster.
"O Castelo" conta histórias passadas num castelo onde ninguém consegue falar. Para contar suas histórias, os hóspedes apenas de um tarô. Dispondo as cartas na mesa, as histórias vão sendo construídas e interpretadas por um narrador - que não sei se muda a cada conto, já que só li um.
O livro está dividido em duas partes: "O Castelo dos Destinos Cruzados" e "A Taverna dos Destinos Cruzados". Desconfio e as histórias - as cartas dispostas na mesa - se repetem e só as interpretações mudem. More on this later. (RSF)
"O Castelo" conta histórias passadas num castelo onde ninguém consegue falar. Para contar suas histórias, os hóspedes apenas de um tarô. Dispondo as cartas na mesa, as histórias vão sendo construídas e interpretadas por um narrador - que não sei se muda a cada conto, já que só li um.
O livro está dividido em duas partes: "O Castelo dos Destinos Cruzados" e "A Taverna dos Destinos Cruzados". Desconfio e as histórias - as cartas dispostas na mesa - se repetem e só as interpretações mudem. More on this later. (RSF)
27.4.01
Terminei "Odisséia Digital". Os errinhos aumentam um pouco no segundo capítulo, sobre a história da Internet. E as distorções saem da curva no capítulo três, sobre as tendências para o futuro. Dá pra acreditar que eles não falam nenhuma vez em "comunidades virtuais", "software livre", "listas de discussão" ou qualquer outra coisa que não tenha diretamente com o mundo do capital? Sério!
Anteontem eu terminei "Cultura da Interface". É muito, muito bom. Nesse final de semana devo comentar alguma coisa mais. Juro.(RSF)
Anteontem eu terminei "Cultura da Interface". É muito, muito bom. Nesse final de semana devo comentar alguma coisa mais. Juro.(RSF)
"We English-speaking peoples should keep hold of the essential fact about foreign languages: They exist to make us laugh."
Mesmo sendo falante de uma "língua estrangeira", não dá pra deixar de entender o ponto de vista depois dos exemplos hilários apresentados. (RSF)
John Derbyshire, in Linguistically Challenged
Mesmo sendo falante de uma "língua estrangeira", não dá pra deixar de entender o ponto de vista depois dos exemplos hilários apresentados. (RSF)
"If you hit a writer's block, stop and take a break. Try to keep breaks under ten years in length."
Para quem tem algum interesse em escrever ficção, dicas como essa são muito úteis. Mais que isso, Good luck with the sex scenes traz algumas dicas indispensáveis para quem quer se tornar um "autor".(RSF)
Para quem tem algum interesse em escrever ficção, dicas como essa são muito úteis. Mais que isso, Good luck with the sex scenes traz algumas dicas indispensáveis para quem quer se tornar um "autor".(RSF)
26.4.01
Comecei a ler "Odisséia Digital", uma edição especial da Abril sobre a história e prognósticos da "Revoluçao Digital". Os autores do texto são Max Gehinger e Jack London.
O primeiro capítulo, de três e único que já li, é muito bom, apesar de algumas distorções e uns erros menores, como a perpetuação de alguns mitos em prol de uma boa história; a velha história de que HAL é uma brincadeira com IBM, por exemplo.
Mesmo assim eu recomendo. A história toda vem muito bem explicadinha, mesmo pra quem não entende nada desse negócio de computador.
Só não sei informar onde arranjar a revista. Arrumei minha cópia na casa de praia dos meus pais. Na borda da capa tem que ela é parte integrante de algumas revistas da Abril, mas não achei data em canto nenhum. (RSF)
O primeiro capítulo, de três e único que já li, é muito bom, apesar de algumas distorções e uns erros menores, como a perpetuação de alguns mitos em prol de uma boa história; a velha história de que HAL é uma brincadeira com IBM, por exemplo.
Mesmo assim eu recomendo. A história toda vem muito bem explicadinha, mesmo pra quem não entende nada desse negócio de computador.
Só não sei informar onde arranjar a revista. Arrumei minha cópia na casa de praia dos meus pais. Na borda da capa tem que ela é parte integrante de algumas revistas da Abril, mas não achei data em canto nenhum. (RSF)
Doom Patrol: 47. Prólogo
Narrador:
"There is, in the sordid quarters of Berlin, a brothel that caters to highly-specialized tastes. It is visited by men and women who are only capable of sexual fulfillment at the hands of ghosts.
No, there is! Honestly!
I´m not making it up."
É Grant Morrison falando? É um narrador-oniciente-personagem? Alguém sabe alguma coisa sobre sexo com fantasmas, conhece alguma referência? Se souber, favor avisar.
Kipling (uma paródia de Jonh Constantine):
"According to my sources, the apocalypse breaks through the physical plan sometime in 1992.
The peak should be reached 1999 and life on Earth will have ceased to exist by 2012."
A idéia do Apocalipse estar preso ao calendário maia é uma constante nas histórias de Grant Morrison. Em "The Invisibles" a idéia também está presente e o volume 3 - que se passa em 1999 - é todo montado sobre a aceleração da realidade em direção à Singularidade, que acaba realmente acontecendo num epílogo em 2012.
O Apocalipse preso ao calendário maia, a Singularidade e a aceleração são idéias que foram colocadas juntas por Terence McKenna. Com o fracasso do Fim do Mundo em 2000, podemos esperar que a idéia comece a circular ainda mais por aí. 1984 passou. 1999 passou. 2000 passou. E, em 2001, até agora nada de Monolito na Lua. Espero que 2012 não deixe ninguém na mão. (RSF)
Narrador:
"There is, in the sordid quarters of Berlin, a brothel that caters to highly-specialized tastes. It is visited by men and women who are only capable of sexual fulfillment at the hands of ghosts.
No, there is! Honestly!
I´m not making it up."
É Grant Morrison falando? É um narrador-oniciente-personagem? Alguém sabe alguma coisa sobre sexo com fantasmas, conhece alguma referência? Se souber, favor avisar.
Kipling (uma paródia de Jonh Constantine):
"According to my sources, the apocalypse breaks through the physical plan sometime in 1992.
The peak should be reached 1999 and life on Earth will have ceased to exist by 2012."
A idéia do Apocalipse estar preso ao calendário maia é uma constante nas histórias de Grant Morrison. Em "The Invisibles" a idéia também está presente e o volume 3 - que se passa em 1999 - é todo montado sobre a aceleração da realidade em direção à Singularidade, que acaba realmente acontecendo num epílogo em 2012.
O Apocalipse preso ao calendário maia, a Singularidade e a aceleração são idéias que foram colocadas juntas por Terence McKenna. Com o fracasso do Fim do Mundo em 2000, podemos esperar que a idéia comece a circular ainda mais por aí. 1984 passou. 1999 passou. 2000 passou. E, em 2001, até agora nada de Monolito na Lua. Espero que 2012 não deixe ninguém na mão. (RSF)
O e-mail balançou novamente o equilíbrio entre linguagem escrita e falada. Por sua velocidade e assincronidade, ele é muitas vezes um substituto para o telefone.
Mas, como era de se esperar, a linguagem escrita está sendo transformada pela correspondência eletrônica, se "contaminando" com a linguagem oral e um bom tanto de iconografia. (RSF)
Mas, como era de se esperar, a linguagem escrita está sendo transformada pela correspondência eletrônica, se "contaminando" com a linguagem oral e um bom tanto de iconografia. (RSF)
Temos o hábito de usar sinônimos para não nos repetirmos. Mas nem sempre os sinônimos são melhores que a repetição. Usar sinônimos traz alguns riscos: soar ridículo, ser inexato...
Mas, mais importante que um texto chato ou não, usar sinônimos pode evitar que o leitor fique contando as palavras até chegar àquelas que seriam substituídas por sinônimos. Assim, os sinônimos acabariam ajudando o leitor, mesmi que o autor tenha que trabalhar um pouquinho mais. (RSF)
Mas, mais importante que um texto chato ou não, usar sinônimos pode evitar que o leitor fique contando as palavras até chegar àquelas que seriam substituídas por sinônimos. Assim, os sinônimos acabariam ajudando o leitor, mesmi que o autor tenha que trabalhar um pouquinho mais. (RSF)
25.4.01
Se você tivesse a oportunidade de viajar no tempo, seria para o passado ou para o futuro?
Caso você prefira a segunda opção, é bom levar em conta alguns conselhos muito úteis para o encontro com culturas futuras. Cortesia de Philip Ryan, do McSweeney´s.(RSF)
Caso você prefira a segunda opção, é bom levar em conta alguns conselhos muito úteis para o encontro com culturas futuras. Cortesia de Philip Ryan, do McSweeney´s.(RSF)
Hoje fui consultar um dicionário antes de sair de casa e - devido às precárias condições de armazenagem de minhas coisas - um livro me atacou: "Cidades Invisíveis", de Italo Calvino. Comecei a dar uma olhada e acabei me batendo com um dos textos do livro que mais gosto:
"As Cidades Delgadas 5
Se quiserem acreditar, ótimo. Agora contarei como é feita Otávia,
cidade-teia-de-aranha. Existe um precipício no meio de duas
montanhas escarpadas: a cidade fica no vazio, ligada aos dois cumes
por fios e correntes e passarelas. Caminha-se em trilhos de madeira,
atentando para não enfiar o pá nos intervalos, ou agarra-se aos fios
de cânhamo. Abaixo não há nada por centenas e centenas de metros:
passam algumas nuvens; mais abaixo, entrevê-se o fundo do
desfiladeiro.
Essa é a base da cidade: uma rede que serve de passagem e
sustentáculo. Todo o resto, em vez de se elevar, está pendurado
para baixo: escadas de corda, redes, casas em forma de saco, varais,
terraços com a forma de navetas, odres de água, bicos de gás,
assadeiras, cestos pendurados com barbantes, monta-cargas,
chuveiros, trapézios e anéis para jogos, teleféricos, lampadários,
vasos com plantas de folhagem pendente.
Suspensa sobre o abismo, a vida dos habitantes de Otávia é menos
incerta que a de outras cidades. Sabem que a rede não resistirá
mais que isso."
Existem outros pedaços que gosto tanto quanto esse, mas que não estavam convenientemente já digitados.(RSF)
"As Cidades Delgadas 5
Se quiserem acreditar, ótimo. Agora contarei como é feita Otávia,
cidade-teia-de-aranha. Existe um precipício no meio de duas
montanhas escarpadas: a cidade fica no vazio, ligada aos dois cumes
por fios e correntes e passarelas. Caminha-se em trilhos de madeira,
atentando para não enfiar o pá nos intervalos, ou agarra-se aos fios
de cânhamo. Abaixo não há nada por centenas e centenas de metros:
passam algumas nuvens; mais abaixo, entrevê-se o fundo do
desfiladeiro.
Essa é a base da cidade: uma rede que serve de passagem e
sustentáculo. Todo o resto, em vez de se elevar, está pendurado
para baixo: escadas de corda, redes, casas em forma de saco, varais,
terraços com a forma de navetas, odres de água, bicos de gás,
assadeiras, cestos pendurados com barbantes, monta-cargas,
chuveiros, trapézios e anéis para jogos, teleféricos, lampadários,
vasos com plantas de folhagem pendente.
Suspensa sobre o abismo, a vida dos habitantes de Otávia é menos
incerta que a de outras cidades. Sabem que a rede não resistirá
mais que isso."
Existem outros pedaços que gosto tanto quanto esse, mas que não estavam convenientemente já digitados.(RSF)
24.4.01
Uma das tiras que descobri na Internet e acompanho é Sin Fest, de Tatsuya Ishida. Bem desenhada e nem um pouco politicamente correta, ela tem mais que algumas semelhanças com uma outra tira bem famosa.(RSF)
Ainda estou lendo Cultura da Interface, faltando só a conclusão. Assim que terminar - amanhã, imagino - coloco alguns comentários sobre os capítulos e o livro aqui. Se você viu meu comentário sobre a introdução e primeiro capítulo e ficou com o pé atrás, fique sabendo que o resto é muito melhor(RSF)
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